Testes em bicos injetores
Acompanhe os testes que devem ser realizados para o diagnóstico desse componente
Teoricamente, pelo seu funcionamento, os bicos injetores teriam a capacidade de autolimpeza. Isso seria correto num mundo ideal com combustível de boa procedência. Na prática, o proprietário abastece seu veículo com misturas que podem ser nocivas ao sistema de injeção.
O mais provável é o acúmulo de sujidade na ponta da válvula injetora, na parte com contato com a câmara de combustão. Processos de carbonização, por exemplo, podem tampar os orifícios responsáveis pela pulverização de combustível. Isso prejudica a injeção na quantidade originalmente programada. Quando isso acontece, a limpeza da válvula injetora se faz ne cessária. Um motor com folgas que consome óleo em excesso, pode prejudicar o sistema de injeção.
O primeiro passo é passar o sistema por diagnóstico via scanner buscando detectar se há falhas em outros sensores ou atuadores antes de sair desmontando o motor. O acúmulo de sujeira pode forçar a válvula, e danificar o componente. Assim, o trabalho vai além da simples limpeza, devendo-se identificar causas do entupimento e se isso trouxe comprometimento dos bicos injetores. Nesse último caso, a solução é sua substituição. Vale lembrar que válvulas injetoras não possuem reparo.
Alguns testes comuns
1) Teste de resistência – Mede-se a resistência interna das válvulas injetoras com um multímetro. Os bicos inj tores de alta impedância, que são os mais comuns do mercado, possuem resistência entre 12 e 16 Ω. Dentre dessa faixa, há boas chances de uma bobina elétrica perfeita. estes de vazão.
2) Teste de estanqueidade – verifica se o injetor não possui vazamento. Após instalar os injetores na aparelho teste aplica-se pressão no terminal de trabalho nos injetores, os quais devem ficar constantemente fechados durante 1 minuto com aplicação de pressão. Monitora-se, nesse período, se há sinais de vazamento.
3) Teste de leque – Também chamado de “teste de jato”, o teste analisa como está a pulverização do combustível pela válvula injetora. A formação do leque pode ser prejudicada se um dos orifícios da válvula estiver obstruído. As válvulas de um mesmo conjunto devem estar injetando a mesma quantidade de combustível e formando leques de combustível semelhantes.
Repetindo, não existe reparo possível para válvulas danificadas ou travadas e o uso de componentes danificados pode trazer prejuízo por excesso de consumo de combustível e, em alguns casos, danos severos ao motor.